Not Giving Up: How Community Mobilizers Reach Families with Essential Immunization Services in Mozambique
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Photo credit: Ilda Bila, JSI immunization technician in Nampula, Mozambique
Odete took her child to the Kazuzo Health Center in Mozambique’s Murrupula district for routine immunization, but left without being vaccinated because the facility had a stock-out. This initial visit was a “missed opportunity for vaccination” (MOV) that could have been the end of the story–another child under-immunized, at risk of vaccine-preventable disease. But instead, the health center’s vaccination drop-out tracking system mobilized community health workers (known as Agentes Polivalentes de Saúde or APS in Mozambique) to inform families that vaccine stocks had been replenished at the facility.
When Odete heard from a community health worker that vaccines were available again, she decided to return to the facility. This time, the child received a comprehensive set of vaccines (MR1, PCV3, and IPV2 vaccines and the third dose of the malaria vaccine), and Odete received the tetanus toxoid vaccine, an example of an integrated life cycle approach to immunization.
“This was a great outcome,” says Ilda Bila, an immunization officer at JSI. She met Odete during an exit interview, which she conducts as part of the supportive supervision and support she provides to health facilities across 15 districts in the Nampula Province in Mozambique. “Hearing about Odete’s experience taught me two things: one, that APS are critical to closing gaps and reaching every child, and that the health facility is integrating services effectively.”
Successful immunization programs rely on many interrelated factors, from vaccine supply to health information systems to dedicated health workers. In resource-constrained settings, sometimes there are gaps, but when these factors can work together, the Mozambican health system can make progress toward reaching every person with the vaccines they need.
The linkage between the facility, community health workers, and caregivers is critical to keeping people in the health system and ensuring that a temporary supply chain gap does not become a long-term public health risk. APS are trusted, and they bring information directly to communities where they are, be that in markets, churches, or at people’s homes. In addition to information about vaccine availability, they can educate caregivers on why vaccines are important, how they work, and when to seek them. Had it not been for APS, Odete may never have known when and why to return to the facility for the vaccines she and her child needed.
Bila learned about this story during a visit to the Kazuzo Health Center. She visits these facilities to provide supportive supervision: identifying opportunities to improve care and offering guidance to improve the quality of care. As part of this supportive supervision, she conducts exit interviews–brief, professional conversations with caregivers leaving the health facility to assess the quality of health care they received. Exit interviews are a strategy endorsed by the Ministry of Health and provide important early warning information for an immunization program. By identifying why a caregiver is leaving a facility without vaccinating their child, Bila can pinpoint specific systemic failures (like vaccine stockouts, service quality, or poor communication) and work with the Expanded Program on Immunization (EPI) to address them.
Bila’s interview with Odete revealed both how vaccine stock-outs are affecting mothers like Odete and how community mobilization through APS is helping the health facility to reduce MOVs. Now Bila can consult with the EPI manager at the facility to address systemic vaccine stock-outs, but she can also provide positive feedback on how effective APS are at helping families return to care, and that integration is protecting more people.
“Conversations like these tell me we are going in the right direction,” says Bila. “Of course, we still have progress to make, in this case on reducing stock-outs. But between the community, the facility, the EPI, and partners like us, we are making progress on reaching every child.”
Odete levou o filho ao Centro de Saúde de Kazuzo, no distrito de Murrupula, em Moçambique, para a vacinação de rotina, mas saiu sem ter vacinado porque o centro de saúde estava sem vacinas. Esta visita inicial foi uma “oportunidade perdida de vacinação” (OPV) que poderia ter sido o fim da história- mais uma criança com vacinação incompleta, em risco de contrair doenças evitáveis pela vacinação. Mas, em vez disso, o sistema de monitoria do abandono da vacinação do centro de saúde mobilizou agentes de saúde comunitários (conhecidos como Agentes Polivalentes de Saúde ou APS em Moçambique) para informar as famílias de que os stocks de vacinas tinham sido repostos no centro de saúde.
Quando Odete soube por um agente de saúde comunitária que as vacinas estavam novamente disponíveis, decidiu regressar ao centro de saúde. Desta vez, a criança recebeu um conjunto completo de vacinas (MR1, PCV3 e IPV2 e a terceira dose da vacina contra a malária), e Odete recebeu a vacina antitetânica, um exemplo de uma abordagem integrada de imunização pelo ciclo de vida.
“Este foi um óptimo resultado”, diz Ilda Bila, uma oficial de imunização da JSI. Ela conheceu a Odete durante um inquérito à saída, que realizou no âmbito da supervisão e apoio que oferece a 15 distritos da Província de Nampula. “Ouvir sobre a experiência da Odete ensinou-me duas coisas: primeiro, que os APS são essenciais para preencher lacunas e chegar a todas as crianças, e segundo, que a unidade sanitária está a integrar os serviços de forma eficaz.”
Os programas de imunização bem-sucedidos dependem de muitos factores inter-relacionados, desde o fornecimento de vacinas até aos sistemas de informação em saúde e aos profissionais de saúde dedicados. Em contextos com recursos limitados, por vezes existem lacunas, mas quando estes factores podem funcionar em conjunto, o sistema de saúde moçambicano pode progredir para chegar a todas as pessoas com as vacinas de que necessitam.
A ligação entre a unidade sanitária, os agentes de saúde comunitários e os cuidadores é fundamental para manter as pessoas no sistema de saúde e garantir que uma lacuna temporária na cadeia de abastecimento não se torne um risco de saúde pública a longo prazo. Os APS são de confiança e levam a informação directamente às comunidades onde esta se encontra, seja nos mercados, nas igrejas ou nas casas das pessoas. Além de informações sobre a disponibilidade de vacinas, podem educar os prestadores de cuidados sobre o porquê de as vacinas serem importantes, como funcionam e quando as devem procurar. Se não fossem os APS, a Odete talvez nunca soubesse quando e porquê regressar ao centro de saúde para receber as vacinas de que ela e o filho necessitavam.
Bila soube desta história durante uma visita ao Centro de Saúde de Kazuzo. Ela visita estes centros de saúde para prestar supervisão formativa: identificando oportunidades para melhorar os cuidados e oferecendo orientações para melhorar a qualidade dos cuidados. No âmbito desta supervisão de apoio, realiza entrevistas de saída- conversas breves e profissionais com os cuidadores que saem do centro de saúde para avaliar a qualidade dos cuidados recebidos. Os Inquéritos à saída são uma estratégia endossada pelo Ministério da Saúde e fornecem informações importantes de alerta precoce para um programa de imunização. Ao identificar porque é que um cuidador está a deixar uma unidade sanitária sem vacinar o seu filho, Bila consegue apontar falhas sistémicas específicas (como falta de vacinas, qualidade do serviço ou comunicação deficiente) e trabalhar com o Programa Alargado de Vacinação (PAV) para as resolver.
A entrevista de Bila a Odete revelou como a falta de vacinas está a afetar mães como ela e como a mobilização da comunidade através da APS está a ajudar a unidade de saúde a reduzir as faltas de vacinação. Agora, Bila pode consultar o gestor do PAV na unidade para lidar com a falta sistémica de vacinas, mas também pode fornecer feedback positivo sobre a eficácia do APS em ajudar as famílias a regressar aos cuidados de saúde e que esta integração está a proteger mais pessoas.
“Conversas como estas dizem-me que estamos a ir na direção certa”, diz Bila. “É claro que ainda temos progressos a fazer, neste caso, na redução da falta de vacinas. Mas entre a comunidade, a unidade sanitária, o PAV e parceiros como nós, estamos a progredir para chegar a todas as crianças”.
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